SITUAÇÃO NA CRACOLÂNDIA SE AGRAVA EM SÃO PAULO - REGIÃO É DOMINADA PELO PCC



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PCC domina Cracolândia, vende 19 kg de droga por dia e cobra R$ 80 mil por ponto

SÃO PAULO - O Primeiro Comando da Capital (PCC) implementou um modelo semelhante ao da concessão de franquias para comandar o tráfico de drogas na Cracolândia, no centro de São Paulo. A estimativa da polícia é de que a venda de crack movimente R$ 8 milhões por mês, com 19 quilos da droga comercializados por dia. 

Alexandre Hisayasu, Bruno Ribeiro, Felipe Resk e Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo
12 Maio 2017 | 03h00
SÃO PAULO - O Primeiro Comando da Capital (PCC) implementou um modelo semelhante ao da concessão de franquias para comandar o tráfico de drogas na Cracolândia, no centro de São Paulo. A estimativa da polícia é de que a venda de crack movimente R$ 8 milhões por mês, com 19 quilos da droga comercializados por dia. 

De acordo com informações da Polícia Civil, os criminosos vendem um ponto de tráfico com a garantia de que o “franqueado” vai comprar crack exclusivamente da facção criminosa, que fica com parte dos lucros. Em troca, oferece o produto e a segurança do local. O preço de cada ponto gira em torno de R$ 70 mil a R$ 80 mil.

O Estado apurou que as investigações já feitas rastrearam 34 barracas instaladas na Alameda Dino Bueno que vendem crack ao ar livre. Cada uma conta com uma mesa e três traficantes para comercializar a droga. Como estratégia, os criminosos utilizam os usuários de drogas como escudo para bloquear uma eventual ação da polícia. Na mesa, são colocados pequenos pedaços de crack, enquanto as porções maiores ficam escondidas nos prédios próximos. Os investigadores estimam que atualmente 800 pessoas consumam crack na região.

Os números mostram que houve um aumento significativo de venda de droga em menos de um ano. Em agosto de 2016, o Departamento de Narcóticos (Denarc) fez uma operação na Cracolândia e prendeu 32 traficantes e apreendeu armas pesadas, como fuzis e metralhadoras. Na época, havia 18 barracas e 10 quilos de crack eram vendidos por dia, movimentando R$ 4 milhões por mês.

Fonte: Estadão

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