APÓS EVACUAÇÂO DE PYONGYANG, CHINA DIZ QUE GUERRA COREIA DO NORTE E EUA ...




APÓS EVACUAÇÂO DE PYONGYANG, CHINA DIZ QUE GUERRA COREIA DO NORTE E ESTADOS UNIDOS É IMINENTE


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Demonstrando o apoio da China para qualquer tentativa de diálogo, o MINISTRO DE RELAÇÕS EXTERIORES comentou ainda que, em uma eventual guerra entre EUA e Coreia do Norte, "não haverá vencedores". "Pedimos para todas as partes pararem com as provocações e ameaças e não permitirem que a situação se torne irreparável ou fora de controle", pediu Wang em uma entrevista coletiva com o chanceler francês, Jean-Marc Ayrault. A imprensa chinesa informou hoje que os voos entre Pequim e Pyongyang operados pela Air China serão suspendos a partir de segunda-feira, 17.       

A Rússia, apesar dos conflitos ideológicos com os EUA, também demonstrou preocupação com a situação e está acompanhando os fatos. "É com grande preocupação que seguimos a escalada de tensão na península coreana. Pedimos que todos os países dêem provas de moderação", comentou Moscou, de acordo com a agência Tass.       

Um dos maiores aliados dos EUA na Ásia, o Japão já começou a analisar as possibilidades de uma guerra. "Estudamos qualquer possilidade de ação para responder à crise", informou o Ministério das Relações Exteriores do Japão.  O ministério informou ainda, segundo a agência Associated Press, que o Japão está em coordenação com os EUA e a Coreia do Sul, além de outros países, e continuará seu esforço para tentar dissuadir a Coreia do Norte de futuras provocações. 

As Forças Armadas norte-coreanas anunciaram que estão dispostas a adotar "as medidas mais duras" contra os Estados Unidos, caso o governo de Donald Trump continue "com as provocações". 

"As nossas respostas às ações mais duras contra os EUA e seus vassalos serão tomadas sem nenhuma piedade, as quais não permitirão ao agressor sobreviver", disse um porta-voz do Comando-Geral de Pyongyang, em uma declaração divulgada pela agência oficial de notícias KCNA. Já os EUA tinham dito que estavam prontos para disparar um "míssil preventivo", com armas convencionais, contra a península coreana.       


A tensão entre Estados Unidos e Coreia do Norte existe há anos, mas se intensificou desde que Trump assumiu a Casa Branca, em janeiro. O republicano mantém uma gestão mais combativa que seu antecessor, Barack Obama, e ameaça atacar o país asiático caso o regime de Pyongyang continue com seus testes militares. 

Ontem, Trump ordenou o lançamento de uma bomba contra o Afeganistão para atingir alvos terroristas do Estado Islâmico. O explosivo tinha quase 11 toneladas e é considerada a bomba mais potente, atrás apenas da nuclear. Especialistas viram no ataque uma tentativa de Washington demonstrar para seus inimigos poder militar. Na semana passada, Trump também bombardeou alvos do regime sírio.

Evacuação da capital Pyongyang

De acordo com relatos na mídia, o líder norte-coreano, Kim jong-un, teria ordenado a evacuação imediata de 25% da população de Pyongyang.

Segundo a notícia divulgada pelo portal Pravda Report, a ordem  prevê que 600 mil pessoas evacuem urgentemente. A publicação destaca que a evacuação é conduzida no contexto de extrema tensão nas relações com os Estados Unidos. 


Foi relatado que os abrigos de bomba de Pyongyang não seriam capazes de acomodar toda a população da capital norte-coreana. Portanto, 600 mil pessoas — a maioria indivíduos com antecedentes criminais — terão que deixar Pyongyang para permitir que outros usem abrigos anti-bombas, afirma a edição. 


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