PCC rompe pacto com Comando Vermelho e coloca segurança do país em alerta



Giro de Notícias - PCC rompe pacto com Comando Vermelho

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1-Rebeliões sinalizam fim de pacto entre PCC e CV e espalham tensão em presídios
O possível fim da aliança de quase duas décadas entre as duas maiores facções criminosas do país, o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), mergulha os presídios brasileiros em tensão e há o temor de que tudo termine em sangue. As organizações, originárias respectivamente do Rio de Janeiro e de São Paulo, sempre conviveram de forma relativamente harmoniosa no sistema prisional e nas ruas de quase todos os Estados. Chegaram a ser parceiras em várias empreitadas, atuando em uma espécie de consórcio criminoso na compra de armas e drogas no Paraguai, Colômbia e Bolívia. No Ceará, por exemplo, elas articularam um acordo que ficou conhecido entre os moradores como a pacificação das periferias. As rebeliões ocorridas no domingo (16) centros de detenção em Roraima e Rondônia, no entanto, estão sendo consideradas um sinal evidente da cisão entre elas.
Uziel de Castro, secretário de Justiça e Cidadania de Roraima, afirmou nesta segunda-feira que as rebeliões foram uma "determinação nacional" do PCC para que seus integrantes atacassem integrantes do CV. "Eles declararam guerra entre as facções (...) estamos percebendo nacionalmente o rompimento desse acordo entre eles." Castro citou também rebeliões no Pará, mas a informação não foi confirmada pelas autoridades locais. Indagado sobre o racha entre as facções, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse que não faria comentários “sobre grupos criminosos”, e afirmou que “não é possível se combater de forma séria e dura o crime organizado se não começarmos pelos presídios”.

2-Ruptura entre PCC e Comando Vermelho pode gerar 'carnificina', diz pesquisadora
As mortes de ao menos 18 detentos em prisões de Rondônia e Roraima nos últimos dias podem ser os primeiros efeitos de uma importante reconfiguração do crime organizado brasileiro, diz a socióloga Camila Nunes Dias, professora da Universidade Federal do ABC (UFABC), em São Paulo.
Autoridades dos dois Estados atribuiram as mortes ao rompimento de uma aliança entre as duas maiores facções criminosas brasileiras, que hoje atuam em todas as regiões do país: o Primeiro Comando da Capital (PCC), grupo surgido em São Paulo, e o Comando Vermelho (CV), originário do Rio de Janeiro.
Autora de "PCC: Hegemonia nas prisões e monopólio da violência", Dias afirma à BBC Brasil que a facção paulista e o CV mantinham um pacto para a compra de drogas e armas em regiões de fronteira e para a proteção de seus integrantes em prisões controladas pelos grupos.
Ela afirma que o fim da aliança - que pode ter ocorrido por uma disputa pelo controle de presídios - poderá gerar mais mortes em penitenciárias e acirrar as tensões também nas ruas.

http://brasil.elpais.com/brasil/2016/10/17/politica/1476734977_178370.html
http://www.bbc.com/portuguese/brasil-37663153