Governador de Minas Gerais, Pimental (PT) quer vender a sede governo, a cidade administrativa

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Pimentel (PT) quer vender sede do governo que foi vitrine da gestão Aécio

Pimentel (PT) quer vender sede do governo que foi vitrine da gestão Aécio

"Não há sentido em ter um imobilizado daquele tamanho que nos dá despesa enorme para manter e nós com o déficit de caixa do tamanho que nós temos hoje", disse.
Pimentel ainda afirmou que pretende colocar os ativos imobiliários do Estado em um fundo.

O governo do Estado ainda não deu maiores detalhes sobre o negócio, sobretudo relacionados aos custos da iniciativa, mas explicou que a ideia é manter a estrutura de governo no local, por meio do aluguel do complexo pelo Estado.

Em janeiro, Pimentel decretou estado de calamidade financeira em Minas Gerais para fazer frente à Lei de Responsabilidade Fiscal, já que o Executivo ultrapassou em 0,29% os limites de gastos com pessoal em 2016.

Em fevereiro, o petista fez um corte de R$ 1 bilhão no orçamento do Estado para este ano, numa tentativa de reduzir o déficit estimado em R$ 8 bilhões para 2017. A estimativa é de despesas de R$ 95,3 bilhões, e R$ 87,2 bilhões de receitas.

Os salários dos funcionários públicos estão sendo pagos com atraso há mais de um ano, divididos em três parcelas mensais. Os servidores que ganham acima de R$ 6.000 por mês só receberam 50% do décimo terceiro salário em 2016.

"Ideia estapafúrdia"
 Aécio Neves não comentou a iniciativa de Pimentel.

O presidente do Diretório Estadual do PSDB de Minas Gerais, deputado federal Domingos Sávio (PSADB-MG), disse nesta sexta-feira (3) que a "ideia é estapafúrdia".

"A reunião dos órgãos do governo estadual na Cidade Administrativa gerou economia de R$ 730,2 milhões, em valores atualizados, no período de 2011 a 2015", afirmou o parlamentar.

"Isso significa que em 12 anos a obra se pagará. Além disso, é importante lembrar que a construção da Cidade Administrativa se deu com recursos próprios, não tendo consumido recursos do Tesouro. Assim, a economia gerada significou a liberação de recursos estaduais para investimento em saúde, segurança e educação", disse.

"A sugestão de venda da Cidade Administrativa aventada pelo governador petista, além de estapafúrdia, é um descalabro".

"A venda deste ativo (Cidade Administrativa) não permitiria realização de novos investimentos e nem geraria rendimentos, vez que a venda traria um alívio parcial e momentâneo para o déficit, sem solucionar as questões estruturais que hoje afetam as contas estaduais".