Família do Norte planejava matar autoridades importantes

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Membros de facção planejaram atentados a bomba em Manaus, aponta relatório

Membros da facção criminosa Família do Norte planejavam praticar atentados a bomba contra autoridades de Manaus, como o secretário de Segurança  Pública Sérgio Fontes e o promotor de Justiça Lauro Tavares, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Amazonas.

A revelação foi feita em reportagem da Globo News, com base em relatório da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência, vinculada à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AM). Conforme o relatório, o plano foi revelado em reunião no dia 5 de janeiro na ala do regime semiaberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), onde 56 presos foram mortos no último dia 1º.

Segundo o relatório, a reunião foi acompanhada por um dos líderes da facção na cadeia, identificado como 'Marquinho', via Whatsapp.  Na ocasião, os presos relataram que a matança dos detentos foi a primeira parte do plano do grupo e que a segunda parte, "que seria fazer atentados contra autoridades, já estava sendo providenciada". Conforme o relatório,os atentados seriam feitos por meio de explosivos  dentro de malas "a serem deixadas no Tribunal de Justiça do Amazonas e no Ministério Público do Estado do Amazonas".

O documento da secretaria aponta ainda que desde outubro do ano passado as autoridades policiais tinham conhecimento dos planos de atacar Sérgio Fontes e Lauro Tavares.  No mesmo mês, A CRÍTICA revelou que a facção criminosa planejava espalhar o terror na cidade caso os líderes não fossem transferidos de presídios federais para Manaus. O relatório da inteligência divulgado hoje pela Globo News coloca este como o principal motivo da matança generalizada no sistema prisional do Estado. 

O relatório, segundo a Globo News, diz  que os criminosos já teriam feito testes em malas com bombas, mas não obtiveram sucesso. Por isso, eles teriam procurado colombianos especialistas no assunto para executar os atentados. Os colombianos, inclusive, já estariam em Manaus, conforme levantamento da inteligência.

Além de recrutar os estrangeiros, a organização criminosa também encarregou quatro pistoleiros de executar as autoridades.  Detentos identificados como Neguinho e Índio, do regime semiaberto, seriam dois dos pistoleiros  chamados para o plano criminoso.

O relatório recomenda, ainda, o reforço na segurança dos prédios públicos citados pelos criminosos.