Especial: A Okaida (OKD), facção da Paraíba, como você NUNCA viu

CONHEÇA A OKAIDA, FACÇÃO DA PARAÍBA, INSPIRADA NO GRUPO TERRORISTA AL QAEDA
Capítulos:1- Origem (1:11)
2- Violência (3:37)
3- Rivalidade com o PCC / Estados Unidos (5:51)

Inscreva-se na TV Coiote e continue informado!
Confira outros especiais:https://www.youtube.com/watch?v=pAUc2...

'Okaida' e 'Estados Unidos' travam guerra dentro e fora das cadeias no Nordeste brasileiro

Na Paraíba, uma guerra peculiar inspirada no conflito entre os EUA e os fundamentalistas islâmicos da Al Qaeda é travada diariamente dentro e fora das cadeia.
As organizações criminosas que se autointitulam "Estados Unidos" e "Okaida" - forma abrasileirada de dizer Al Qaeda - disputam o comando do narcotráfico no Estado e tensionam o sistema penitenciário.
Os dois grupos surgiram nas prisões paraibanas e vivem em confronto. Por isso, quando a série de rebeliões e massacres em prisões do Amazonas, Roraima e na vizinha Rio Grande do Norte foram deflagradas, a Paraíba entrou em estado de alerta.

"É um barril de pólvora. É preciso monitorar 24 horas e manejar o banho de sol. Se encontrarem, com certeza tem briga", afirma o tenente-coronel Carlos Eduardo Santos.
Santos é policial militar, ex-diretor de presídio e ex-integrante do serviço de inteligência da secretaria de assuntos penitenciários da Paraíba. É também autor de uma tese de mestrado sobre origem e atuação dos dois grupos que, segundo ele, adotaram os nomes inspirados na "guerra ao terror" deflagrada pelos EUA contra os fundamentalistas islâmicos da Al Qaeda.
Primeiro, por volta de 2004, surgiu a "Okaida" ou OKD, "o jeito que encontraram de falar e escrever Al Qaeda", explica o militar. O grupo rival imediatamente se autobatizou de "Estados Unidos". Desde então, estão em disputa.

Os dois grupos reproduzem o modelo de outras facções como o PCC (Primeiro Comando da Capital) dando proteção dos integrantes presos, que também é estendida aos familiares mais desamparados do lado de fora, sustentada pelo pagamento de uma espécie de dízimo.
"Passaram muito tempo ouvindo sobre Bin Laden. A inspiração se limita ao nome, não tem nada a ver com religião. É disputa por território e drogas", explica o tenente-coronel.
Monitoramento
A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba informou, por meio da assessoria de imprensa, que "está utilizando todos os recursos disponíveis para manter o sistema penitenciário paraibano dentro da normalidade, levando-se em conta a realidade que estamos acompanhando em outras unidades da federação".
"A Seap está monitorando, através do setor de inteligência, os apenados que exercem liderança sobre os demais detentos dentro das unidades penais e isolando os mesmos, para evitar que se organizem e causem qualquer tipo de dano aos nossos servidores, à infraestrutura das unidades e consequentemente, à sociedade", esclareceu a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba.
A situação, contudo, parece ser menos dramática que a de Roraima, Amazonas e Rio Grande do Norte. Segundo o tenente-coronel Carlos Santos, o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho são facções sem muita presença no sistema penitenciário paraibano - o que não significa que não há detentos que se declaram integrantes dos grupos de São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, conforme pesquisa que Santos fez com detentos.