Especial: O PGC. O Primeiro Grupo Catarinense, rival do PCC como você NUNCA viu

Especial: O PGC. O Primeiro Grupo Catarinense, facção de Santa Catarina rival do PCC
Capítulos:1- História (1:25)
2- Estrutura (4:41)
3- Os Ataques de 2012/2013 (7:15)
4- A Guerra com o PCC (10:47)

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HistóriaEm 3 de março de 2003, enquanto o Estado começava a planejar o envio de presos para a recém-construída Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, se deu a fundação, batizada inicialmente de "G" (O Grupo). A organização foi fundada na Ala Máxima da Penitenciária Masculina, no bairro Agronômica, em Florianópolis, Santa Catarina. Foi em São Pedro, que a organização expandiu seu número de integrantes, fazendo da penitenciária seu "quartel-general".

Em inquérito policial, a Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC/SC) relata que a facção cresceu de forma vertiginosa a partir de maio de 2003, aos moldes do Comando Vermelho (Rio de Janeiro) e do Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo. Foi Setenta, um dos fundadores do grupo que importou o modelo de operação do PCC para o G, depois de cumprir pena com integrantes da quadrilha paulista, no começo da Década de 2000.

Possui também tentáculos em pelo menos três estados (Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul).

Estrutura Se estima que o grupo tenha 4 mil integrantes espelhados por Santa Catarina (meta em presídios e metade em liberdade), a facção não centraliza seu comando em apenas uma pessoas como o PCC, existem 40 líderes, divididos em 2 ministérios. 

Poder FinanceiroCada membro da facção (estimados em 4 mil) pagam um dízimo de cerca de 100 reais por mês. Quem não paga é punido duramente e até executado pela facção. O objetivo é investir no tráfico – a fonte de renda dos 20 ministros que lideram a facção. Para fortalecer o mercado valem outros crimes. Menos sexuais. "Duques", como são chamados réus condenados pelos artigos 213, estupro, e 214, atentado violento ao pudor, não são aceitos no PGC.

Homicídios, roubos, furtos e latrocínio têm como objetivo comum o fortalecimento das "bocas" (pontos de venda de drogas). Nos assaltos, 10% vão para facção. O dinheiro é usado para pagar advogados, o transporte das visitas, a corrupção de agentes penitenciários e compra de armas e drogas para alimentar as "bocas". Nem todos os traficantes têm envolvimento com o PGC. Mas todos têm que contribuir. É a forma de garantir proteção e privilégios na cadeia.

Atentados de 2012/2013
Uma onda de violência teve início no estado brasileiro de Santa Catarina em novembro de 2012, quando foram registrados vários incêndios cometidos principalmente contra ônibus. Apesar de aparentemente ter-se controlado, no início do ano seguinte se constataram novas levas de violência. As investigações apontam como sendo as desordens oriundas de uma retaliação de criminosos do PGC aos casos de maus tratos nas prisões de Santa Catarina.

A primeira grande onda de violência ocorreu entre os dias 11 e 18 de novembro de 2012. Os ataques ganharam notoriedade no noticiário local e nacional devido a grande quantidade de ônibus incendiados. Bases das polícias civil e militar também foram alvo de disparos com armas de fogo. Os ataques ocorreram em 16 cidades, especialmente na Grande Florianópolis.

Os ataques se repetiram a partir do dia 30 de janeiro. Foram promovidos também pelo PGC. O motivo estaria relacionado à transferência de presos e o combate ao tráfico de drogas. O Serviço de Inteligência já havia feito um alerta à Secretaria de Segurança Pública sobre a possibilidade de novos ataques. Novamente, os ônibus passaram a ser escoltados pela polícia até os pontos mais críticos e a circular com horários reduzidos afetando a rotina daqueles que usam o transporte público como meio de transporte e o comércio.[7
Guerra com o PCC
A facção paulista PCC quer entrar em Santa Catarina por causa dos portos. Tivemos prisões de integrantes em Itajaí. Esse é o canal para mandar drogas para Europa. Basta subornar alguns funcionários para que eles insiram as drogas nos contêineres, já que no Brasil não são todos vistoriados, apenas uma porcentagem.
Por questões geográficas, o Norte de Santa Catarina é o que mais sofre com a guerra entre PCC e PGC. Joinville é a cidade do estado mais próxima de São Paulo e do Paraná, facilitando o ingresso do PCC, muito forte nos dois estados, além disso, a cidade fica muito próxima dos portos de Itapoá, São Francisco do Sul e Itajaí. Com o tempo a guerra entre as duas facções se aproxima da Grande Florianópolis. Já começou uma disputa no norte da Ilha em Florianópolis.