Especial: A facção de São Luís do Maranhão BONDE DOS 40 como você NUNCA viu


Especial: A facção de São Luís do Maranhão BONDE DOS 40 como você NUNCA viu.


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1- Origem(1:03)
2- Rivalidade (5:02)

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Origem
A facção reúne uma série de bandos que atuavam em bairros diferentes e distantes de São Luís, sobretudo as áreas de palafitas. As áreas de domínio do grupo criminoso são citadas em letras de funk maranhense, como o bairro de Fátima e Vila Embratel. Segundo a Polícia Civil já identificou que o bando ampliou sua organização, criando um conselho de líderes. Eles também estão formando pontes com traficantes do Rio de Janeiro, segundo a polícia. 
“O Bonde dos 40 começou desorganizado, como uma revolta contra o PCM, que queria exclusividade no fornecimento de drogas”, diz Affonso. “Eles tentaram se unir, mas o Bonde não aceitou.” 
Pelas investigações, o “Bonde dos 40”, surgiu como uma reação ao PCM, por detentos da capital maranhense. Os integrantes são mais jovens que o PCM. Mas essa facção ainda é considerada nova e, pelas investigações, está em fase de consolidação. Existe uma estrutura hierárquica semelhante ao PCM, mas ainda não totalmente definida, conforme o inquérito.

A facção está espalhada por dezenas de bairros de São Luís, com destaque para a Divineia e a Ilhinha.

Apesar de ter uma influência das facções de outros estados muito grande na organização, ela se apresenta como genuinamente Maranhense. "Nós é cria da ilha" afirmam seus integrantes.

A estratégia da facção é muito agressiva, como a de outras facções de estados do Nordeste. Constrastando com as facções do Sudeste e Sul que querem evitar chamar a atenção.

Rivalidade
Em decorrência da péssima administração do estado do Maranhão, e da decorrente negligência com o sistema penitenciário, o estado possuí um número muito grande de facções, entre elas: Primeiro Comando do Maranhão, Bondinho da Ilha, Primeiro Grupo do Estreito, ADM – Anjos da Morte, COM – Comando Organizado do Maranhão, Bonde dos 300.

A facção comandou sessenta assassinatos nas cadeias do Complexo de Pedrinhas entre o fim de 2013 e o começo de 2014.  Houveram decapitações e esquartejamentos. Entre os mortos estavam rivais da facção Primeiro Comando do Maranhão (PCM). 

Os conflitos surgem não somente quando há encontro dos rivais nos presídios, mas também quando há tentativas de invasão das áreas ou tentativas de intimidações de um grupo em relação ao outro na periferia de São Luís. Ainda pelas investigações, algumas das brigas nos presídios são uma tentativa de intimidação relacionada ao controle externo do tráfico na capital maranhense.

Os líderes do “Bonde dos 40” são jovens de pouco mais de 20 anos. O “Bonde dos 40” tem como característica ser mais violento que o PCM. As decapitações em Pedrinhas, em quase sua maioria, são atribuídas a esse grupo. É dessa maneira que o “Bonde dos 40” tenta intimidar os rivais do PCM e expandir seus negócios em São Luís.

Até pouco tempo atrás não havia Não há critérios de separação para o cárcere. Por isso, facções inimigas chegam a dividir o mesmo pavilhão.

Segundo um caderno de contabilidade que a Polícia Civil apreendeu em 2013, a facção arrecadava na época 150 mil por mês com a venda de crack e assaltos. O dinheiro é usado em pagamento de advogados, para sustentar o tráfico e ajudar as famílias de “irmãos” – como eles se chamam – presos. O inimigo é o tradicional “alemão”, termo muito usual no Rio de Janeiro.