Em 3 meses PCC já domina Rio de Janeiro. Comando Vermelho acuado

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Maior facção criminosa do Brasil lança ofensiva empresarial no Rio
Após ruptura com Comando Vermelho, PCC penetra nos morros e chega à favela mais rentável da cidade

Não foi uma ligação especifica, nem uma frase reveladora, mas quando a Polícia Civil do Rio de Janeiro percebeu que entre as conversas de traficantes cariocas presos havia interlocutores com sotaque paulista, um alerta começou a piscar e o caso deu uma reviravolta. A investigação que, originalmente, apurava os elos do Comando Vermelho, a maior facção criminosa do Rio, com seus distribuidores de armas e drogas, revelou algo muito maior e preocupante para um Estado em crise: O Primeiro Comando da Capital (PCC), a poderosa facção paulista, a maior do Brasil, quer o Rio de Janeiro.
Aliados há cerca de duas décadas, o PCC resolveu romper com o Comando Vermelho, mais de um ano atrás,mas seu divórcio oficializou-se apenas em outubro com um banho de sangue em presídios do norte do país, onde 21 presos foram assassinados. Bandidos que antes conviviam em sintonia nas ruas, nas fronteiras e nas prisões, pedem agora transferência de presídios para não dividir mais o mesmo espaço e se manter vivos.

Os traficantes de São Paulo querem agora avançar no terreno dos velhos sócios e começaram cooptando aliados nas cárceres, centros operacionais e residência das cúpulas do crime no Brasil. A ofensiva, que mais parece uma estratégia de expansão empresarial, contempla também acordos comerciais com outras facções criminosas e o monopólio da distribuição de drogas e armas na favela considerada como a mais rentável do Rio, a gigantesca Rocinha, na rica Zona Sul. O objetivo é aumentar o lucro e enfraquecer o novo inimigo. “Aquela raça do CV vai se foder com nós”, revelam as escutas dos paulistas nas suas celas.

Parte da estratégia do PCC, cuja organização se assemelha cada vez mais a de uma grande corporação – tem até uma Diretoria de Relações Institucionais –, ficou registrada em mais de 1.500 grampos captados pela polícia em prisões de todo o país, entre fevereiro e outubro desse ano. Neles, membros do PCC convencem presos, que seriam chefes de pequenas favelas do interior do Rio dominadas pelo CV, a integrarem o bando paulista.

O PCC delegou a função de batizar via telefônica – expressão usada no crime para o recrutamento de novos integrantes – a Gledson Fernandes, o Fantasma. O criminoso cumpre 20 anos de prisão por furto, roubo e associação criminosa em Piraquara, no Paraná, penitenciária de segurança máxima, onde, como demostrou a investigação, os presos fazem teleconferências à vontade.

Mais informações: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/12/22/politica/1482434757_533449.html